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Boletim epidemiológico: Alagoinhas divulga dados das arboviroses

A Prefeitura de Alagoinhas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), divulgou nesta sexta-feira (29) o balanço atualizado das arbovirose...

29/05/2026 às 17h00
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Alagoinhas - BA
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Alagoinhas - BA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Alagoinhas - BA

A Prefeitura de Alagoinhas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), divulgou nesta sexta-feira (29) o balanço atualizado das arboviroses no município. Os dados, que compreendem o período de 1º de janeiro a 28 de maio de 2026, revelam que a cidade registrou 2.358 casos suspeitos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Do total de notificações realizadas nas primeiras 20 semanas do ano, o município contabiliza 179 casos confirmados de dengue, 1.015 de chikungunya e 06 de zika. Ainda há 705 casos em investigação e 459 descartados, aguardando conclusão laboratorial ou clínica.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica, os bairros com maior concentração de notificações são: Jardim Petrolar com 20,58% das notificações de Dengue e 23,28% de Chikungunya; Centro com 18,68% das notificações de Dengue e 13,77% de Chikungunya; e o Teresópolis com 5,93% das notificações de Dengue e 6,89% de Chikungunya.

A Diretoria de Vigilância em Saúde tem intensificado as ações de bloqueio das doenças: foram mais de 1.700 quarteirões visitados pelos agentes de Combate às Endemias (ACE) para o tratamento focal e a eliminação de criadouros; mais de 30 ações de bloqueio com bomba costal; ações educativas em escolas e unidades de saúde; capacitações de médicos e enfermeiros da rede para o manejo dos casos e das notificações; e mutirões no Petrolar.

Além disso, o município, juntamente com o Governo do Estado, vem realizando o reforço do UBV Pesado (fumacê) nas poligonais com maior índice de infestação que atingirão 46 mil imóveis já na primeira etapa. Também foi iniciada uma operação para responsabilizar proprietários de imóveis abandonados e sem manutenção que acumulam lixo ou restos de construção, viram criadouros do mosquito Aedes aegypti e colocam a saúde pública em risco. Os donos de terrenos ou edificações serão notificados e terão prazo de cinco dias para adotar as medidas necessárias. Caso isso não ocorra, o Município entrará nos imóveis, fará a limpeza e roçagem, e os proprietários pagarão pelos custos dos serviços, além de multa que pode chegar a R$ 1.040.

A Vigilância Entomológica alerta que o Índice de Infestação Predial (IIP) médio da cidade está em 1,78%, considerado estado de alerta. No entanto, localidades como o Parque da Jaqueira (8,82%) apresentam risco muito elevado para a reprodução do mosquito.

Orientações à População

A Prefeitura reforça que o combate ao mosquito é um esforço conjunto. É fundamental que os moradores dediquem pelo menos 10 minutos por semana para inspecionar seus quintais, tampar caixas d’água e eliminar recipientes que possam acumular água parada. Em caso de sintomas como febre alta, dores nas articulações ou dor atrás dos olhos, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima.

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