Governo do Estado distribui mudas de cajueiro anão-precoce e impulsiona cadeia produtiva do caju na Bahia


A cajucultura tem grande importância socioeconômica para os agricultores familiares do Nordeste da Bahia. A região é responsável por 80% de toda a produção castanha de caju do estado e o quarto produtor do Brasil. Para impulsionar a cadeia produtiva do caju, o Governo do Estado, iniciou, nesta segunda-feira (10), em Ribeira do Pombal, a distribuição de 40 mil mudas de caju, da espécie anão-precoce, variedade mais resistente à estiagem e com produtividade diferenciada. A ação vai beneficiar 1.325 famílias de agricultores familiares.

A chegada das mudas tem por objetivo a recuperação e ampliação das áreas da cajucultura da agricultura familiar no Semiárido, visando o abastecimento de matéria-prima para as agroindústrias de castanha dos Territórios de Identidade Semiárido Nordeste II, Sisal, e Litoral Norte e Agreste Baiano.

A iniciativa integra o Projeto de Sementes e Mudas, que visa a autonomia e segurança alimentar de agricultores e agricultoras familiares, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf) e Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater).

De acordo com o superintendente da Suaf, Admilson da Rocha (Tiziu), a entrega das mudas desenvolve e fortalece ainda mais os sistemas produtivos da cajucultura: “São cajueiros que, com certeza, daqui a dois anos vão estar produzindo e as famílias já vão poder tirar fruto, e incrementar na economia, além de fortalecer essa atividade econômica, melhorando a geração de renda a partir dessa ação”.

A agricultora Josefa do Carmo foi uma das beneficiadas com as mudas e comemora a entrega: “A gente investe na roça para a gente colher mais e para produzir mais. A seca acabou com tudo, mas agora temos a oportunidade de recuperar tudo de novo”.

Bahia Produtiva

O Governo do Estado, por meio do Bahia Produtiva, projeto da SDR/CAR, executado por meio de empréstimo com o Banco Mundial, está investindo mais de R$5,4 milhões na cajucultura baiana, beneficiando 427 famílias de agricultores familiares. Os recursos estão sendo aplicados em projetos de estruturação da área de produção de mudas, assistência técnica e extensão rural (Ater), aquisição de kits de armazenamento de polpa, produção de doces, transporte e logística, embalagens para os produtos, colheita e construção de loja para comercialização da agricultura familiar.

Em Ribeira do Pombal, a CAR/Bahia Produtiva está investindo R$1,5 milhão, destinado à Cooperativa da Cajucultura Familiar do Nordeste da Bahia (Cooperacaju). A rede Cooperacaju conta com uma central de comercialização de caju e duas agroindústrias de beneficiamento da amêndoa no município de Ribeira do Pombal, e outras três agroindústrias nas cidades de Ribeira do Amparo, Banzaê e Novo Triunfo.

As agroindústrias fazem a separação e a classificação das castanhas, com produção de amêndoa in natura e frita. Cada unidade tem a capacidade de produzir uma tonelada ao mês. Já a central fica responsável pelo empacotamento e distribuição para os consumidores, em feiras, mercados, lojas de produtos naturais e para a merenda escolar.

O presidente da Cooperacaju, Icaro Rennê, destaca que os investimentos melhoram a capacidade para absorver toda a produção do território, para que os agricultores não precisem buscar atravessador e receber um valor justo pelo seu produto: “Com os períodos de seca, que vêm consecutivos desde 2012, perdemos muito nos nossos pomares de cajueiro. Com essa reposição, vamos transformar esses pomares, para que esses agricultores tenham uma produção digna de caju em suas comunidades, aumentando a sua renda e trazendo o tão sonhado 13º salário da agricultura familiar, no fim do ano, com colheita de caju e da castanha de caju”.

Espécie anão- precoce

O cultivo de cajueiro anão-precoce enxertado surpreende pela produtividade e tem se mostrado mais resistente a pragas e doenças e diferente dos cajueiros nativos, além de permitir que se colha sem a necessidade de subir no pé, o que ajuda quando se quer além da castanha a polpa do pseudofruto coisa que é muito mais difícil de conseguir com o nativo devido à sua altura.

Fonte: Ascom da SDR

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